sábado, 29 de dezembro de 2007

Qual o valor do prêmio?

Que alegria de fim de ano. "Dez Centavos", filme do baiano César Fernando de Oliveira, foi premiado no festival de Bilbao, na Espanha. Isso é um motivo de alegria para todos: para não falar do diretor, do elenco, do roteirista e do produtor, vou me referir aos que quase nunca aparecem.
Vou me referir à equipe que fica por trás das câmeras e que desaparecem por entre os créditos, aquelas letrinhas que sobem no final, e que, ao final, já não tem mais o operador presente diante da tela. Um grupo de pessoas que aparecem, se empenham por propósitos artísticos, financeiros, profissionais, e que se decicam para ver um projeto ser realizado da melhor maneira possível. Pessoas que se conhecem e passam a viver uma paixão de duração certa, mas que vai perpetuar-se em cada vez que o filme for assistido e multiplicado por cada par de olhos que o virem.
Vou me referir à Braskem, patrocinadora do fomento para a produção, através do qual o roteiro foi selecionado, cujo apoio foi de incontestável valor para a realização desse filme, que tem uma responsabilidade tão grande quanto a responsabilidade social da empresa, que mantém há alguns anos esse edital de apoio a artes na Bahia.
Mas para que cada um que se envolveu no processo de produção do filme, o valor do prêmio pode ser variável: o primeiro prêmio, mais um prêmio, possibilidade de novas contratações, convicção da profissão escolhida, enfim.
Mas há algo nesse prêmio que é comum a todos, porque é inerente ao tipo de prêmio. Alegria pela premiação todos sentimos, porque é um reconhecimento da obra. Mas este não é qualquer prêmio. É um prêmio da UNICEF, que trata menos da qualidade técnica do roteiro, direção, fotografia, trilha sonora,...e fala muito mais da responsabilidade que a obra traz no seu bojo, do sentimento que o filme traz, através do qual o público se vincula.
Se o roteiro é bom, isso é um elemento que subjaz ao que mais importa - ou deve importar - em uma obra de arte: a sua importância diante da grande escola que é o mundo, diante do respeito com o qual a Vida nos trata e nos prepara para olhar a vida.
Feliz 2007. Que em 2008 possamos ter essa mesma felicidade. Não me refiro à felicidade de receber um prêmio, senão à felicidade de sermos responsáveis e cuidadosos com as oportunidades de realizar o nosso trabalho.



5 comentários:

Daniela Henning disse...

Para nós é um filho laureado, meu amigo. Para mim, além do orgulho de saber que uma mágica combinação colocou meu nome naqueles crédtios, é o orgulho de ver mais uma obra sua sendo reconhecida.
Beijo!

Anderson disse...

Eu sempre leio os créditos, principalmente na hora em que aparecem os 'policial 1, policial 2'. Aqueles inomináveis. Da um vazio, porque eu me importo em saber seus nomes, mas eu não sei, nem nunca saberei, quem são.
Abraços.

Fátima Ferreira disse...

OI Reinofy,

Aqui é Fátima, aluna da unijorge de Produção Audiovisual, você nos deu uma aula. Não sei se você lembra de mim, mas gostaria de algum contato com você para trocarmos algumas informações.

E-mail: fatyferreira@gmail.com

um abraço,

Anônimo disse...

Parabéns pelo blog!

Faço parte da ASCOM/DIMAS e gostaria de saber se é possível encaminharmos a programação das Salas Walter da Silveira e Alexandre Robatto para eventual divulgação.

Em caso afirmativo, por favor informe o e-mail para o qual devo enviar as informações.

O endereço eletrônico é programacaodimas@gmail.com

Desde já agradecida pela atenção.
Ana Catarina,
ana.catarina@funceb.ba.gov.br
Núcleo de Difusão/ASCOM
DIMAS

catarina disse...

hehehe